sábado, 27 de setembro de 2008

Quem precisa de tanto e-mail? Não os teens

O Radicati Group, uma empresa de pesquisa de mercado da Califórnia, feríssima em e-mail, estimou que o número de usuários de correio eletrônico já chega a 1,3 bilhão no mundo.

O Radicati previu também que dentro de quatro anos, em 2012, já seremos 1,8 bilhão. Bacana que muito mais gente tenha acesso a e-mail, mas veja o lado tenebroso dessa história.

O número de mensagens disparadas por dia vai passar, pelas projeções, de 210 bilhões por dia (bilhões, está certo), para 419 bilhões. Não há como resistir a essa avalanche de e-mail de uma forma sana. Spammers podem até florescer nessas condições, mas outras formas superiores de vida não.

Mas talvez seja exagero do Radicati. A empresa é seríssima, mas há um conflito de interesse em questão: ela é ultra-especializada em correio eletrônico. Pode haver um bias aí.

Uma tendência poderosa me diz que esse crescimento vertiginoso tende a perder muito gás e minguar nos próximos anos. O motivo: adolescentes já não dão a mínima para o e-mail – só querem saber de Orkut, MSN e assemelhados. É muito provável que ao chegarem à idade adulta imponham seu próprio estilo de comunicação - e aí o e-mail estará frito.

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